Sem título e sem nome 

(2020)

O desfalecimento do indivíduo e sua pessoalidade perante a importância da situação econômica de um grupo não é novidade na história. Tem sido mais uma vez apresentada de forma pungente com o agravamento da pandemia ocasionada pelo vírus COVID-19. A desumanização do indivíduo perpassa por toda a história dos corpos racializados e marginalizados, sendo na objetificação, na comercialização ou na contagem estatística. São corpos contabilizados sob o julgo da balança do custo benefício empresarial, industrial e governamental. Oblitera-se a identidade, a história e as individualidades a fim de salvar uma pretensa economia coletiva a qual nunca é favorável a esses indivíduos. É o desvelamento da necropolitica conceitualizada por Achille Mbembe. É sob essa ótica que o presente trabalho busca trazer reflexões acerca da relação dos números e a desumanização.

 

 

Fotografia, 2020.